POR QUE IDENTIFICAR?

O fenômeno das altas habilidades/superdotação é frequentemente considerado raro, mas será que essa percepção reflete a realidade? O Relatório Marland (1972), considerado ainda hoje como uma referência no Brasil e no mundo, aponta uma taxa de prevalência entre 3% e 5% entre os estudantes norte-americanos, considerando apenas a superdotação de natureza acadêmica. No entanto, ao levar em conta os estudos de Joseph Renzulli, que propôs o conceito de superdotação produtivo-criativa, estima-se que essa proporção possa chegar a 15% a 20%. Sendo este um fenômeno com distribuição equitativa entre populações, é possível aplicar as estimativas globais de Marland ao contexto brasileiro, estimando-se que no mínimo 6,4 milhões a 10,6 milhões de brasileiros sejam superdotados. (Deu Zebra)

Quando se fala em identificação em adultos, o principal objetivo é o autoconhecimento, fundamental para o bem-estar e a autorrealização. Já com relação às crianças e adolescentes, a identificação visa compreender o perfil de funcionamento e planejar os apoios necessários, tanto no ambiente familiar quanto na escola, tendo em vista que o superdotado faz parte do público-alvo da educação especial.


a pen and pen on a notebook with a pen
a pen and pen on a notebook with a pen